quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

UM PARAISO DE DOR E LÁGRIMAS



O Estado de Santa Catarina tem passado pela maior tragédia dos últimos tempos com fortes chuvas, enchentes e desabamentos.

A declaração de um morador, pode resumir a tragédia em Santa Catarina: “Até sexta-feira vivíamos em um paraíso, agora é só lama, dor e lágrimas”, foi o desabafo de um senhor, morador do município de Blumenau.

O período de fortes chuvas começou no início de Outubro, se arrastando, inclusive pelo período da popular festa do Estado, a October Fest, ocorrida em Blumenau e famosa por atrair um grande número de turistas. Neste ano, porém, a festa ocorreu debaixo de muita chuva e o turismo foi bastante prejudicado.

Mas essa estava longe de ser a pior notícia. Na sexta-feira, dia 21 de Novembro, as chuvas começaram a engrossar de vez, transformando-se em um verdadeiro temporal. O ápice foi no sábado, dia 22, quando começaram as enchentes e os desabamentos, mas a chuva se arrastou até a terça-feira, dia 25, sem intervalos, somente agravando cada vez mais a situação.

Desde a enchente ocorrida em 1983, Santa Catarina não passava por um desastre tão grande. Mas, sem dúvida, este está sendo o pior já registrado em sua história. A cidade de Blumenau, cercada por morros, onde se encontram milhares de moradias, é a mais atingida do Estado. O rio da cidade chegou a atingir uma altura de 12 metros durante a enchente no domingo, dia 23.

“Desde sábado, vemos morros desabar, pessoas soterradas e morrendo, perdendo tudo o que tinham. É cada coisa que vi que não dá nem pra acreditar. Histórias muito tristes”, afirma Hilton Delgado dos Santos, morador de Blumenau.

Oficialmente, já são mais de 101 mortos. Pelo menos 36 pessoas estão desaparecidas e as equipes de resgate trabalham incessantemente para retirar famílias das áreas de risco e remover as vítimas de lugares isolados pelas águas e pela lama.

Para Hilton, no entanto, a imprensa não divulga nem metade da real situação. “O número de mortos é muito maior do que você ouve na televisão, a situação é muito mais urgente do que a mostrada”, fala com tristeza o morador.

O estado de Blumenau, assim como o de diversas outras cidades do Estado, é de calamidade pública. “O cenário mudou completamente. A bela cidade desapareceu. Agora está tudo destruído, coberto de lodo. Desde sábado estamos sem água potável. Estamos usando a água da chuva”.

Além da falta de água, muitos moradores estão sem luz e a comida é escassa. “Comemos o que temos no estoque, só alguns mercados estão funcionando, mesmo assim o acesso é difícil, é preciso um trator para retirar a lama da entrada”, explica Hilton. “Para piorar, muitos estabelecimentos e casas estão sendo saqueados por aqueles que querem se aproveitar da situação”, completa o morador. “É muita coisa errada e triste que vemos, tem muita gente que fica tirando foto do desastre ao invés de ajudar a pessoa que está ali naquela situação”, afirma.

Quando questionado sobre o motivo da tragédia, Hilton expõe: “É questão da natureza, não tem como explicar. Podíamos até falar que era problema das casas pobres nos morros, mas o desastre atingiu a todos, pegou muita gente rica também”.

Hilton conta muitas histórias que presenciou. Como a de uma senhora ficou com o marido morto dentro de casa durante dias porque o local estava completamente inacessível para que fosse feita a retirada o corpo. “Depois o corpo já estava começando a entrar em decomposição e ela o enrolou em uma lona e colocou no quintal. Muitas pessoas passaram pela mesma situação e tiveram que ficar com os defuntos de seus familiares dentro de casa”, explica.

Muito emocionado Hilton também relatou a história de um conhecido que chegou do trabalho e não encontrou mais sua casa. “Ele voltou e não tinha mais nada, tudo tinha desabado. Ele ouvia os gritos de sua filha e mulher que estavam soterradas e tentava encontrá-las, mas depois veio outro desabamento e ele já não conseguia ouvir mais nada. Perdeu tudo de uma hora para outra”, conta.

Como ajudar – O que consola corações como o do amigo de Hilton é que, apesar de toda a tragédia e tristeza, sempre existem pessoas dispostas a ajudar. Em todo o país pessoas são tocadas a contribuir com doações de roupas, alimentos, água e também em dinheiro. O acesso as áreas atingidas ainda é muito difícil, mas helicópteros e camburões militares já estão conseguindo chegar até os locais.

A Prefeitura de Santos, por exemplo, iniciou uma campanha para arrecadação de água potável para as vítimas das chuvas. Em uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, os quartéis da Polícia Militar e as unidades do Corpo de Bombeiros de toda a Baixada Santista estão recebendo doações de água potável.

Para quem também quiser ajudar, a Defesa Civil de Santa Catarina divulgou o número de contas correntes para receber as doações de ajuda aos desabrigados. Os interessados em contribuir podem depositar qualquer quantia nas contas:

Banco do Brasil: Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
Besc: Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.
Bradesco: Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1.
O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57.

LIBERDADE RELIGOSA EM RISCO




03/12/2008 - 07:49 por Joanna Brandão

Intolerância e perseguição religiosa contra os cristãos ainda acontecem no Irã, no Iraque e no Egito.

No Irã o parlamento exige pena capital para os “apóstatas”. No Egito uma mulher egípcia cristã é sentenciada a três anos de prisão por abandonar sua identidade muçulmana. No Iraque, a escassa população cristã terá o natal mais sombrio de todos os tempos, ameaçada pela série de assassinatos ocorridos no país...

Por todo o mundo pode-se encontrar exemplos de intolerância e de restrição da liberdade religiosa dos cristãos. Aqui serão mostrados três casos ocorridos em três países diferentes que ilustram essa perseguição infundada.

Natal amedrontador em Mosul - Para a população cristã cada vez mais escassa do Iraque, este será um natal sombrio. Cerca de doze cristãos foram assassinados apenas em Setembro e Outubro últimos, figurando como as últimas de um total de mais de 200 vítimas - número aproximado de pessoas mortas, desde 2003, por professarem a fé cristã.

Os últimos ataques foram amplamente considerados como uma forma de expulsar a pequena comunidade cristã da cidade de Mosul, ao norte do Iraque, empreendendo assim uma limpeza religiosa daquela que foi, outrora, uma das regiões mais diversificadas do país.

Permanece incerto se os carros-bomba, que explodiram após um período de paz relativa na região, tinham como alvos os habitantes cristãos ou os soldados que permaneciam nos arredores. Algumas testemunhas afirmaram que os ataques foram calculados de modo que impedisse os cristãos de votarem em bloco nas próximas eleições. Uma mulher cristã contou a um repórter que os autores do crime vestiam uniformes azuis da polícia iraquiana. Em meio à histeria crescente, um general iraquiano alertou contra “o sensacionalismo da mídia que estimulava o medo e o terror entre estas famílias”. Até mesmo os analistas em segurança do exterior têm dificuldades em separar a verdade dos rumores.

O efeito foi claro, no entanto, quando milhares de famílias empacotaram suas coisas, colocaram em seus carros e fugiram. Alguns se dirigiram à região auto-governada dos Curdos, que há tempos é conhecida por sua tolerância em relação aos cristãos. Outros fugiram para vilas remotas. A fuga intensificou aquilo que Pary Karadaghi, um oficial do Kurdish Human Rights Watch (Observatório Curdo dos Direitos Humanos) baseado nos Estados Unidos, chamou de “uma crise humanitária épica dos cristãos iraquianos”. Nos últimos cinco anos desde a invasão norte-americana do Iraque, centenas de milhares de cristãos iraquianos abandonaram suas casas e se mudaram para longe, devido a ameaças de violência religiosa. Muitos não têm acesso a comida, água e abrigo conforme adentra o inverno.

Joost Hiltermann, um analista de segurança da International Crisis Group (Grupo de Crise Internacional) baseada em Nova Iorque, disse que as tropas norte-americanas estão “preocupadas com Bagdá”, e, portanto não muito inclinadas a dedicar muito esforço para proteger a região de Mosul, entre outras, onde os cristãos estão sendo ameaçados de morte. Derrotar os extremistas de Mosul é uma tarefa que ficou nas mãos do exército iraquiano, um grupo despreparado até pouco tempo atrás e que apenas recentemente demonstrou uma evolução de desempenho. No início deste ano, o exército do Iraque descobriu tanques e outros veículos blindados destinados a operações terroristas em Mosul. Os cristãos foram pegos no fogo-cruzado.

“Não apenas eles estão sendo atacados por grupos terroristas, como estão havendo também inúmeras pilhagens em suas comunidades”, afirmou Karadaghi. “Quando o governo iraquiano está procurando por grupos terroristas, eles vêm para essas redondezas. As casas dos cristãos são vasculhadas. E uma vez feita a varredura, os terroristas consideram-nos colaboradores. Então, eles são atacados duas vezes, as vezes no mesmo dia. Não é fácil”.

Ao invés de esperar que as autoridades centrais de Bagdá os proteja, algumas comunidades cristãs estão garantindo sua segurança por conta própria. Relatórios afirmam que os cristãos estão começando a se reunir para formar milícias. Agora, homens armados se posicionam em pontos de checagem ao redor de suas comunidades para controlar a entrada de armas e estrangeiros suspeitos.

Ao mesmo tempo, conforme relatou Karadaghi, as populações cristãs na região Curda estão apelando para o Governo Curdo Regional Autônomo para receberem proteção reforçada. O GCRA respondeu enviando soldados de suas temidas Forças Peshmerga. Os chamados “Combatentes Pesh”, armados com lança-foguetes e fuzis, foram responsáveis por expulsar o exército de Saddam Hussein do norte do Iraque nos anos 80 e 90. Eles seguem patrulhando o norte iraquiano sob os auspícios do GCRA – chegando inclusive a entrar em conflito com o exército iraquiano em cidades que tanto o GCRA quanto o governo iraquiano reivindicam para si.

Em meio aos Combatentes Pesh e às milícias locais, as comunidades cristãs do norte do Iraque nutrem esperanças de que o ano que vem será melhor. Mas o Natal deste ano, eles lamentam, será marcado pela incerteza, pela instabilidade financeira e pelo medo de morte contínuo.

Irã sem Piedade - Dois cristãos iranianos foram acusados de “apostasia” (abandonar a fé islâmica) e muitos outros foram presos enquanto o Parlamento do Irã aprovou uma cláusula que torna obrigatória a pena de morte para sentenciados por esse motivo.

A medida é parte de um novo código penal que foi aprovado, em 9 de Setembro, com facilidade pelo Parlamento, com uma folgada diferença de 196 votos a favor e 7 contra. As comunidades Cristã e Baha’i são as mais afetadas pela determinação.

No entanto, uma fonte confidenciou ao Compass Direct News que, ao discutir o tema da apostasia com alguns parlamentares, eles alegaram não ter conhecimento da questão. A fonte argumentou que o Irã tenta inserir veladamente a cláusula no meio do código penal de 113 páginas.

A legislação iraniana atual considera a apostasia uma ofensa capital, mas a punição é deixada a critério dos juízes.

O Conselho Guardião, o corpo político mais forte no Irã, deve aprovar o código penal antes que ele vigore. Fontes disseram esperar que o conselho, que compreende seis teólogos e seis juízes, o aprove.

Ao longo das ultimas três décadas do regime islâmico iraniano, centenas de cidadãos que abandonaram o Islã e abraçaram o cristianismo foram presos durante semanas e meses, encarcerados em locais desconhecidos e submetidos a torturas mentais e físicas.

A última execução de um convertido ao cristianismo no Irã ocorreu em 1990, muito embora seis outros pastores protestantes tenham sido assassinados desde que o pastor da Assembléia de Deus, Hossein Soodmand, foi executado.

Desta vez, o filho de 35 anos de Soodmand, Ramtin Soodmand, está entre os cinco cristãos presos em três cidades, em Agosto. As autoridades não divulgaram quais são as acusações, mas fontes afirmam que eles podem ser acusados de espionagem para poderes estrangeiros – um delito menos grave do que aquele de apostasia. Similarmente, Hossein Soodmand foi acusado de espionagem para os Estados Unidos.

“Os cristão são vistos como espiões em potencial e aliados a Israel ou aos Estados Unidos”, disse uma fonte que trabalha diretamente com refugiados iranianos, acrescentando que um número pujante de cristãos iranianos por ela aconselhados foram intimidados pela polícia, o que os levou a fugir do país.

Ela também acredita que o rápido crescimento do cristianismo assusta as autoridades do Irã. “Eles encaram isso como algo incontrolável”, afirmou, “então têm medo das igrejas caseiras”.

Outro especialista sobre o Irã afirmou que os cristãos fora do país são parcialmente responsáveis pelas perseguições. Quando eles alegam existir centenas de igrejas caseiras pelo Irã afora, as autoridades sentem-se ameaçadas.

“A polícia é obrigada a reprimir as atividades cristãs tão logo elas começam a ficar muito visíveis”, afirmou um cristão iraniano.

Uma fonte cristã disse que a pressão internacional é crucial caso a apostasia se torne crime capital. Ele lembrou como, em 2005, o convertido ao cristianismo Hamid Pourmand foi absolvido da acusação de apostasia em função da pressão internacional.

“Você deve ser uma pessoa importante, porque muitos membros do governo me ligaram, pedindo que eu arquivasse o caso”, o juiz contou a Pourmand, de acordo com relatórios divulgados.

A sincronia entre o debate do código penal e as prisões não é coincidência, afirmou Joseph Grieboski, fundador do Instituto de Religião e Política Pública. Segundo ele, enquanto a comunidade internacional está focada nas atividades nucleares do Irã, o governo iraniano parece provocar o Ocidente através de violações deliberadas dos Direitos Humanos.

“Devido às questões nucleares, questões como essa passam despercebidas, o que significa que o regime pode agir com liberdade para implantar uma legislação como essa com impunidade, pois as questões nucleares eclipsam este assunto”, afirmou Grieboski.

Mas a questão também pode indicar desespero, afirmou. “Devo dizer que o regime do Irã está intensificando duramente o controle sobre os mais diversos aspectos da vida do povo iraniano. E isto, penso eu, é o sinal de que o regime está em declínio”.

Sou muçulmana? - Bahia Nagy El-Sisi foi presa e julgada em Setembro último por afirmar o cristianismo como sua identidade religiosa oficial em sua certidão de casamento. Sua irmã, Shadia, recebeu uma sentença idêntica em 2007 pelo mesmo motivo. Fato ignorado pelas irmãs, sua identidade religiosa havia sido mudada oficialmente há 46 anos atrás devido a uma conversão temporária do pai delas ao Islã.

A conversão do pai, Nagy El-Sisi, ao Islã, em 1962, ocorreu devido a um breve litígio conjugal, para que ele pudesse obter um divórcio e ganhar a custódia das filhas, afirmou o advogado delas. A legislação egípcia é influenciada pela jurisprudência Islâmica (Shari’ah), que atribui automaticamente a custódia das crianças ao pai que pertencer à religião “superior” e decreta que não pode haver “jurisdição de um não-muçulmano sobre um muçulmano”.

Poucos anos após sua conversão, El-Sisi retornou para sua família e para o cristianismo, adquirindo documentos de identidade cristã forjados. (A reversão ao cristianismo por parte de conversos ao Islã é praticamente impossível nas cortes egípcias).

O caso está em tramitação na Suprema Corte Egípcia. Se a identidade cristã de Bahia Nagy El-Sisi permanecer, seu status religioso poderia criar um efeito dominó que faria com que seu marido tivesse de se converter ao Islã ou anular o matrimônio. Seus filhos também seriam registrados como muçulmanos. Ambas as irmãs são casadas com homens cristãos.

“Todos os seus filhos e netos seriam registrados como muçulmanos”, afirmou Ramsés. “A legislação afetaria muitas pessoas”.

Outras fontes ainda acreditam que a sentença de Nagy El-Sisi será demovida, assim como aconteceu com sua irmã, que foi solta da prisão em Janeiro deste ano.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O SOLDADO QUE NÃO MERECIA PERDÃO


Dentre as muitas histórias que se conhece a respeito de Napoleão, existe uma que é realmente impressionante. Um jovem oficial do exército imperial tinha sido condenado à morte. A mãe do soldado, derramando lágrimas aos pés do imperador, suplicou o perdão para o filho. Napoleão de pronto recusou alegando tratar-se de um reincidente, razão pela qual a justiça exigia a morte do réu.
Desesperada, a mãe, argumentando, disse-lhe: Eu não peço justiça para o meu filho, majestade. Eu peço misericórdia, senhor, misericórdia! Replicou o monarca:
¾ Ele não merece misericórdia. Ela, porém insistiu dizendo:
¾ Eu sei, senhor. Se ele a merecesse, não seria misericórdia, seria justiça.

Tocando-lhe, porém o coração essa verdade, Napoleão respondeu:

¾ Eu farei misericórdia.
"Se observares, Senhor, a iniqüidade, quem subsistirá?
Contigo, porém, está o perdão, para que te temam... espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia; e nele, há copiosa redenção”. (Sl 130.3, 4, 7)

A obra de Cristo, consumada na cruz, satisfez plenamente a justiça de Deus. Ora, todo aquele que aceitá-la terá misericórdia e perdão.
"Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós sendo nós ainda pecadores." Rm 5.6-8.

domingo, 30 de novembro de 2008

CASTELO DE AREIA

Sol a pino. Maresia. Ondas ritmadas. Na praia está um menino. Ajoelhado, ele cava a areia com uma pá de plástico e a joga dentro de um balde vermelho. Em seguida, vira o balde sobre a superfície e o levanta. Encantado, o pequeno arquiteto vê surgir diante de si um castelo de areia. Ele continuará a trabalhar a tarde inteira. Cavando os fossos. Modelando as paredes. As rolhas de garrafa serão as sentinelas. Os palitos de sorvete serão as pontes. E um castelo de areia será construído.

Cidade grande. Ruas movimentadas. Ronco dos motores dos automóveis. Um homem está no escritório. Em sua escrivaninha, ele organiza pilhas de papel e distribui tarefas. Coloca o fone no ombro e faz uma chamada. Como que num passe de mágica, contratos são assinados e, para grande felicidade do homem, foram fechados grandes negócios. Ele trabalhará a vida inteira. Formulando planos. Prevendo o futuro. As rendas anuais serão as sentinelas. Os ganhos de capital serão as pontes. Um império será construído. Dois construtores de dois castelos.

Ambos têm muita coisa em comum: fazem grandezas com pequeninos grãos... Constroem algo do nada. São diligentes e determinados. E, para ambos a maré subirá, e tudo terminará. Contudo, é aqui que as semelhanças terminam. Porque o menino vê o fim, ao passo que o homem o ignora.

Observe o menino na hora do crepúsculo. Quando as ondas se aproximam, o menino sábio pula e bate palmas. Não há tristeza. Nem medo. Nem arrependimento. Ele sabia que isso aconteceria. Não se surpreende. E, quando a enorme onda bate em seu castelo e sua obra-prima é arrastada para o mar, ele sorri... Sorri, recolhe a pá, o balde, segura a mão do pai e vai para casa.

O adulto, contudo, não é tão sábio assim. Quando a onda dos anos desmorona seu castelo, ele se atemoriza... Cerca seu monumento de areia, a fim de protegê-lo. Tenta impedir que as ondas alcancem as paredes. Encharcado de água salgada e tremendo de frio, ele resmunga para a próxima onda. "É o meu castelo" diz em tom de afronta. O mar não precisa responder. Ambos sabem a quem a areia pertence...

Talvez você não saiba muito sobre castelos de areia. Mas as crianças sabem. Observe-as e aprenda. Vá em frente e construa, mas construa com o coração de uma criança. Quando chegar a hora do pôr-do-sol e a maré levar tudo embora, aplauda. Aplauda o processo da vida, segure a mão do pai e vá para casa.


do livro Histórias para aquecer o coração,
organizado por Alice Gray,
ed. United Press

A ARTE DE SOBREVIVER ANUMA ENXURRADA DE MENTIRAS E DE EQUIVOCOS

A arte de sobreviver numa enxurrada de mentiras e de equívocos
Revista Ultimato, Ano XLI, n° 311 Mar/Abr 2008


Mentira é uma coisa e equívoco é outra. Ambos causam muito estrago e afastam muita gente da fé. Escreve-se mais sobre mentira do que sobre equívoco. Sob o ponto de vista ético, a mentira é mais grave do que o equívoco.

Os guardas do túmulo de Jesus não se equivocaram quando espalharam a notícia de que o túmulo estava vazio porque os seus discípulos haviam furtado o corpo dele durante a noite de sexta para sábado. Os chefes dos sacerdotes deram-lhes uma grande soma de dinheiro para pregarem essa mentira, que ainda era divulgada 50 anos após a ressurreição do Senhor, época em que o Evangelho de Mateus foi escrito, na década de 80 ou 90 do primeiro século da era cristã (Mt 28.11-15).

Apesar dos prodígios da mentira (2Ts 2.9), é preciso tomar igual cuidado com os equívocos, eticamente mais inocentes. Todos têm conhecimento dos muitos equívocos da ciência, desde quando se dizia que a Terra era o centro do universo. Em todas as áreas da pesquisa científica têm havido erros crassos: na astronomia, na biologia, na nutrição, na história etc. Outro dia, o filósofo brasileiro Leandro Konder escreveu que “nenhuma teoria — nem mesmo a que venha a ser considerada a melhor delas — pode, por si só, evitar que erremos. Cada erro, empiricamente, poderia ser evitado. Porém, o fato de errarmos é uma experiência universal e inevitável”. Mas a melhor contribuição de Konder é a enfática declaração de que “a história da filosofia está cheia de erros cometidos por grandes filósofos. Os pensadores disseram e fizeram muitas tolices. A começar pelos gregos” (“Jornal do Brasil”, 16/06/07, p. 6).

Não se pode esconder o fato de que a propaganda religiosa também costuma pregar mentiras e cometer equívocos. Jesus tinha toda a razão quando aconselhou aos discípulos: “Sejam espertos como as cobras e sem maldade como as pombas” (Mt 10.16). Misturar uma coisa com a outra em doses certas não é tarefa fácil, mas a sobrevivência da fé vem daí!

95 TESTES PARA A IGREJA

Profecia de Smith Wigglesworth em 1947

Durante as próximas décadas haverá dois movimentos distintos do Espírito Santo através dos fieis. O primeiro mover afetará todas as igrejas que estiverem abertas para receber e será caracterizado pela restauração do batismo e de dons do Espírito Santo. O segundo mover do Espírito Santo resultará em pessoas deixando igrejas históricas e plantando novas igrejas que se diferenciam do natural.

Na duração de cada mover, as pessoas que estiverem envolvidas dirão...
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95 teses para a igreja de hoje
José Barbosa Junior
1 - Reafirmamos a supremacia das Escrituras Sagradas sobre quaisquer visões, sonhos ou novas revelações que possam aparecer. (Mc 13.31)

2 - Entendemos que todas as doutrinas, idéias, projetos ou ministérios devem passar pelo crivo da Palavra de Deus, levando-se em conta sua total revelação em Cristo e no Novo Testamento do Seu sangue. (Hb 1.1-2)

3 - Repudiamos toda e qualquer tentativa de utilização do texto sagrado visando a manipulação e domínio do povo que, sinceramente, deseja seguir a Deus. (2 Pe 1.20)

4 - Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e que contém TODA a revelação que Deus julgou necessária para todos os povos, em todos os tempos, não necessitando de revelações posteriores, sejam essas revelações trazidas por anjos, profetas ou quaisquer outras pessoas. (2 Tm 3.16)

[...]

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JUSTIÇA DETERMINA QUE IGREJA UNIVERSAL DEVOLVA DIZIMO A FIEL DEFICIENTE

"Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos Me conhecerão, desde o menor deles ao maior" (Hebreus 8.11)

Ao buscarem conhecer a vontade de Deus sob a velha aliança, os homens estavam, falando de modo genérico, restritos à lei e aos profetas. Contudo, a fé cristã não está baseada em informações, mas na revelação. Você tem um conhecimento pleno de Cristo? Você o conhece apenas por ouvir falar, por assim dizer, por meio de algum verdadeiro servo dele? Ou você está em contato direto com seu Senhor? Ter amigos que vivem próximos a Deus e que podem compartilhar conosco o que Ele lhes tem mostrado é um dos fatores mais preciosos em nossa vida cristã. Muitas vezes, precisamos de seus impressionantes desafios ou da serenidade de seus conselhos maduros. Entretanto, a nova aliança afirma que "todos Me conhecerão" (Hb 8.11), e o termo traduzido por "conhecer" significa "conhecer-Me neles mesmos". Não nos submetemos total e exclusivamente à luz que vem por intermédio de homens santos de Deus, por mais perfeita que possa ser. Temos a obrigação de ouvir a voz do próprio Senhor e segui-lo.

Watchman Nee



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Justiça de MG determina que Igreja Universal devolva dízimo a fiel deficiente

Edson chegou a receber até um diploma de dizimista assinado por "Jesus Cristo"

O rapaz continua a contribuir com a igreja porque recebia promessas "extraordinárias", segundo o processo. "A chave do céu" foi "vendida" ao religioso. Quem tentasse argumentar ou mostrar que ele estava sendo enganado era denominado como "demônio", segundo o processo. A mãe do rapaz era o principal "demônio", segundo as orientações que a igreja lhe fazia, conforme consta no processo.
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